Ausência.

É comum... Infelizmente é muito comum encontrar alguem que não conhece o pai, ou que o pai não seja presente. Mas, apesar de ser comum, não é nada facil, principalmente quando se é pequeno, na época de escola. Quando se faz lembrancinhas para os pais, quando perguntam sobre ele nas aulas: - O que o seu pai faz? Qual a profissão dele? - O que responder nessas horas? É constrangedor você ver todos os seus amiguinhos empolgados falando sobre seus pais e você não ter o que falar. Mas passa, quer dizer, não passa, diminui. Você aprende a viver com aquilo, ou com a falta daquilo.
Não ter pai é como não saber 50% de você, é ter apenas 2 avós, poucos Tios, Primos... É não saber porque o seu olho não é verde como o da sua mãe, ou porque a cor do cabelo é diferente. É como pegar uma historia completa e tirar a metade, é um vazio que não pode ser preenchido, só ignorado...






DANOS PROVOCADOS PELA AUSÊNCIA DO PAI


O psicanalista Sérgio Nick, autor do ensaio Dano moral e a falta do pai - Algumas considerações sobre a produção independente, fez uma pesquisa sobre filhos de produções independentes e abandonados pelo pai e constatou que os riscos e os danos são diferentes em cada caso.
"O maior risco para os filhos de produção independente, comprovado estatisticamente, é o perigo da excessiva fusão com a mãe. O que impera nesta relação é a convicção de que mãe e filho bastam-se um para o outro. A mãe acha que poderá suprir todas as necessidades do filho e dela mesma, mas vai gerar distúrbios emocionais na criança", revela.

Já os filhos abandonados total ou parcialmente pelo pai têm dificuldade de lidar com sentimentos gerados por este abandono, o que vai trazer conseqüências imprevisíveis. "Estas crianças apresentam um núcleo depressivo que pode levá-las a sentimentos de baixa auto-estima, de não serem merecedoras de amor. Além de gerar sentimentos de ódio e de inveja de difícil manejo. A mãe mais madura emocionalmente ajuda os filhos a superar a ausência do pai e evita que as fantasias de abandono predominem".

Nas duas situações, Sergio Nick acha possível que a mãe exerça a função de mãe e pai, mas é preciso que ela deixe claro para o seu filho que ela não pode ser tudo para ele e que não negue a identidade, a presença e a participação do pai na vida da criança. "A mãe pode até exercer as funções materna e paterna, mas isto não quer dizer que a figura masculina seja imprescíndivel na vida da criança", afirma.

SUBSTITUTOS - Segundo ele, caso não seja possível o pai estar presente na vida da criança, a mãe pode tentar buscar no tio, no avô, no namorado ou no amante esta aproximação, que é essencial para o desenvolvimento psíquico-emocional-afetivo da criança. "A guarda compartilhada de filhos de divorciados, pela qual eu tanto luto, é uma arma contra esse drama na vida de uma criança: a falta do pai. A presença de avós, padrinhos, madrinhas, tios, tias é crucial para compensar esta falta também. A criança precisa saber e sentir que é aceita, querida, amada, que de alguma forma tem raízes, familiar e afetiva", diz Nick.

Sergio Nick lembra que o exercício da paternidade é garantido por lei. O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece o direito à paternidade e a lei sobre a investigação da paternidade dá às mães o direito de exigir que os pais assumam a paternidade de seus filhos justamente por entender que é crucial para a criança conhecer sua filiação. "Saber quem é o pai, conhecê-lo e conviver com ele é parte integrante e fundamental da construção de sua identidade pessoal".

Já uma pesquisa feita pela psicóloga Vera Resende com crianças e adolescentes do Programa de Atenção à Infância e à Adolescência da Universidade Estadual Paulista, de Bauru, constata que a maioria das crianças atendidas com problemas de agressividade, indisciplina, baixo rendimento escolar e apatia se ressente da ausência do pai.
"Constatamos que 80% das crianças não tinham problemas, mas apenas dificuldades na família. Orientamos os pais a participarem mais da vida dos filhos e às mães que compreendam a importância da figura paterna", revela. (M.C.)






- por isso da vontade de sumir no 2º domingo de agosto! =/

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Não sei me descrever e talvez eu nunca saiba. Só sei que não sou como as pessoas pensam, não sou nem o que eu penso de mim mesma... confuso nér? Eu sei. Tenho 20 anos, sou tecnica em Edificações e faço graduação em Agronomia. Não sou Nerd nem relaxada, me esforço em tudo o que faço, gosto das coisas bem feitas, então ou eu faço bem feito ou não faço! Gosto acima de tudo de me divertir, meu maior medo é perder tempo na vida, gosto de vivê-la do melhor jeito, com as melhores pessoas. Quero ser muita coisa ainda e to correndo atras, quero mostrar quem posso ser para os que não acreditam em mim. ér isso \o/

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